
Quando se olha para as carteiras dos superinvestors, estamos a falar de alguns dos investidores e fundos mais conhecidos do mundo financeiro, que tendem a privilegiar empresas sólidas e uma lógica de investimento de longo prazo. Estes superinvestors são, por exemplo, Warren Buffett, Bill Ackman, Chris Hohn, Bill Nygren, Terry Smith e Li Lu. No total, a base de dados do “Dataroma” segue os portefólios de 82 superinvestors. Se agregarmos as carteiras dos 82 fundos, ficamos com uma só carteira agregada, que reúne 1.772 ações e um valor total de cerca de 958 mil milhões de dólares, o que ajuda a perceber a dimensão desta amostra.
A imagem mostra a composição das maiores posições desta carteira agregada no final do 4.º trimestre de 2025. Na coluna “nº de portefólios” vê-se quantos destes portefólios incluem cada uma das empresas. Por exemplo, a Microsoft aparece em 35 portefólios,a Alphabet em 32 através da classe A (GOOGL), a Amazon em 31, a Visa em 26, a Meta em 25, a Taiwan Semiconductor em 21 e a Berkshire Hathaway em 20.
É relevante sublinhar que estes investidores não têm como objetivo tentar adivinhar o próximo movimento dos mercados, mas sim comprar empresas de elevada qualidade e dar tempo para as suas teses de investimento desenvolverem-se. Estes superinvestors tendem a investir com horizontes mínimos de três anos e alguns, como Warren Buffett, pensam em horizontes de uma década ou mais. Esta mentalidade contrasta com a obsessão do mercado pelo curto prazo e ajuda a explicar porque é que tantas destas carteiras são constituídas por empresas sólidas, rentáveis, bem conhecidas e com modelos de negócio fáceis de acompanhar ao longo do tempo.
Muitos destes investidores gerem milhares de milhões de dólares, o que torna pouco prático investir de forma concentrada em empresas pequenas, por isso mesmo verifica-se um claro viés para empresas de grande dimensão (large e mega-cap), daí o peso de nomes como Microsoft, Amazon, Alphabet, Berkshire, Meta ou Apple.
É preciso ter em conta que esta informação não é em tempo real, refere-se apenas à alocação acionista (e cotadas em bolsas norte-americanas) das carteiras e não inclui liquidez, nem obrigações. Além disso, estas divulgações oficiais podem ser entregues até 45 dias após o fecho de cada trimestre. Ou seja, estes dados podem ser uma excelente fonte de ideias para analisarmos novas empresas, vermos os movimentos dos grandes investidores no trimestre passado, mas não deve ser confundido com um sinal automático de compra.
