Os seniores em Portugal apoiam financeiramente filhos e netos, assumindo um papel central na estabilidade das famílias e destacando-se acima da média europeia.
De acordo com dados recentes do Barómetro Europeu do Consumo, 81% dos portugueses com mais de 60 anos apoiam financeiramente filhos e netos, face a 68% na União Europeia. Além disso, para 92% destes seniores, este apoio é considerado essencial, refletindo também uma preocupação significativa com o futuro das gerações mais jovens.
Num país onde cerca de 31% da população tem 60 anos ou mais, este comportamento evidencia, assim, o peso crescente desta faixa etária na estabilidade económica das famílias.
Seniores em Portugal apoiam financeiramente filhos e netos
Apesar deste papel de suporte, os seniores em Portugal apoiam financeiramente filhos e netos mantendo hábitos de consumo equilibrados.
Por um lado, 91% valorizam pequenos momentos de lazer e conforto. Por outro lado, existe uma forte preocupação com a gestão do dinheiro, sendo que 80% afirmam evitar gastos desnecessários.
Além disso, o preço continua a ser um fator determinante para 83% dos inquiridos e, consequentemente, mais de metade assume ser particularmente sensível a promoções.
Crescente adoção digital
A utilização de tecnologia tem vindo, por sua vez, a aumentar entre os seniores portugueses.
Cerca de 21% afirmam ter hábitos digitais regulares, um valor acima da média europeia. Esta tendência reflete-se também no consumo online.
Por exemplo, entre os que fazem compras na internet, o turismo destaca-se, com 43% a adquirirem viagens. Seguem-se produtos culturais, eletrónica e vestuário.
Lazer assume um papel central
Por outro lado, o lazer é uma prioridade para 76% dos seniores portugueses, um valor superior à média europeia.
Assim, este dado mostra uma valorização crescente da qualidade de vida e das experiências, mesmo numa fase da vida tradicionalmente associada a maior contenção.
Consumo mais consciente
Além disso, os seniores revelam comportamentos de consumo mais sustentáveis.
Nos últimos anos, 32% optaram por reparar produtos em vez de os substituir, enquanto 26% afirmam comprar produtos recondicionados.
Envelhecimento e principais desafios
No entanto, o envelhecimento da população é visto como um tema relevante em Portugal, com 62% dos inquiridos a considerarem este um dos principais desafios do país.
Para os seniores, “envelhecer bem” está associado, sobretudo, à saúde e à estabilidade financeira.
Neste contexto, quase metade defende o reforço do sistema de saúde, enquanto outras prioridades incluem a adaptação das pensões e o aumento do apoio a cuidadores.
Preferência por envelhecer em casa
Por fim, a maioria dos seniores portugueses prefere manter a sua autonomia habitacional.
Cerca de 83% indicam que gostariam de envelhecer na sua própria casa, reforçando, assim, a necessidade de políticas que apoiem a adaptação das habitações e garantam acesso a serviços essenciais.
Um retrato da realidade portuguesa
Os dados mostram que os seniores em Portugal apoiam financeiramente filhos e netos, combinando apoio familiar, prudência financeira e adaptação a novas formas de consumo.
Num contexto de envelhecimento demográfico, este papel tende, portanto, a ganhar ainda mais relevância nos próximos anos.
Este é um dos temas que estará em destaque no evento online e gratuito de três aulas, A Nova Fase, onde serão abordadas estratégias para adaptar decisões financeiras às diferentes fases da vida e ao contexto económico atual.
