
Os mercados financeiros vivem de ciclos, e um deles assusta sempre os investidores, os bear markets. Na prática, falamos de um período em que as bolsas caem mais de 20% desde o último máximo, normalmente acompanhado de pessimismo e receios económicos. Pode ser provocado por recessões, inflação elevada, crises políticas ou simplesmente por mudanças no sentimento dos investidores. É um fenómeno natural, recorrente e inevitável nos mercados financeiros.
Olhando para os últimos 75 anos, o padrão é claro, os bull markets (períodos de valorização) duram, em média, mais de 5 anos e acumulam ganhos consideráveis (+254%). Já os bear markets são muito mais curtos, cerca de 1 ano, mas podem ser intensos (-31%).
Hoje em dia, poucos investidores jovens viveram quedas prolongadas, e a verdade é que os mercados já passaram longos períodos sem crashes, mas a probabilidade de enfrentar quedas fortes aumenta, naturalmente, à medida que o horizonte temporal de investimento se alonga. Quem investe durante décadas beneficia do crescimento acumulado, mas dificilmente consegue evitar os bear markets pelo caminho.
Apesar disso, a história mostra que os bull markets acabam sempre por ultrapassar amplamente os períodos negativos. É por isso que, mesmo que a volatilidade custe a digerir, o retorno de longo prazo tem compensado quem se mantém investido. O segredo não é adivinhar quando chegará a próxima queda, isso é impossível, mas sim gerir o risco de forma inteligente. Diversificar, evitar posições demasiado concentradas, não usar alavancagem e ajustar a carteira ao seu perfil de risco, são estratégias que fazem a diferença em fases de maior instabilidade nos mercados.
Quando surge um bear market, a prioridade é manter uma abordagem disciplinada. Ver a carteira de investimento cair 20%, 30% ou mais é emocionalmente desgastante, mas estes períodos fazem parte dos ciclos naturais dos mercados.
É igualmente importante evitar decisões precipitadas. Vender no pânico do momento pode transformar quedas temporárias em perdas permanentes. Para quem dispõe de margem financeira e de um horizonte temporal mais longo, estes momentos podem até trazer oportunidades, já que é em fases de correção acentuada que muitos dos melhores investimentos surgem.
No final, o objetivo é garantir resiliência, tanto financeira como emocional, para manter a estratégia de investimento ao longo do tempo. A história mostra-nos que é essa capacidade de permanecer no mercado, mesmo durante fases adversas, acaba por permitir beneficiar das recuperações e do crescimento que surge nos ciclos seguintes.
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