Nos últimos dias, o mundo tem acompanhado com preocupação a escalada do conflito entre os Estados Unidos e Israel de um lado, e o Irão do outro. O ponto de partida foi um ataque militar conjunto dos EUA e Israel ao Irão que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e de dezenas de altos responsáveis do regime.
Nas últimas 48 horas temos assistido a retaliações iranianas em vários países do Médio Oriente, incluindo Emirados Árabes Unidos, Qatar e Kuwait. Já se confirmaram dezenas de ataques contra bases militares americanas e alvos estratégicos, e um aumento das tensões que se alastrou para áreas que normalmente não eram diretamente afetadas, e aparenta não parar tão cedo, com os líderes políticos a sugerirem que a operação militar possa durar até 5 semanas.
Subida dos preços do petróleo
Uma das consequências mais imediatas deste conflito tem sido um aumento acentuado nos preços do petróleo nos mercados internacionais.
Isto aconteceu principalmente porque o Irão situa-se junto ao Estreito de Ormuz, uma passagem marítima vital por onde circula cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo, e desde que começaram os ataques, várias empresas pararam ou desviaram navios que transportam crude e gás natural, por questões de segurança.
Especialistas dizem que, se a situação se prolongar, o barril de petróleo poderá ultrapassar os 100 dólares.
Impacto na vida das pessoas e nos produtos
Embora o Irão não produza mais de 5% do petróleo mundial, a sua posição geográfica e o bloqueio do Estreito de Ormuz têm efeitos de contágio para toda a economia.
Quando o petróleo fica mais caro, o preço da gasolina, da eletricidade e do gás natural também tendem a subir, o que significa que, por exemplo, encher o depósito do carro ou pagar a fatura da luz pode custar mais.
Os transportes aéreos e marítimos também foram afetados, milhares de voos foram cancelados e os custos de envio de bens podem aumentar.
Posto isto, os mercados financeiros globais demonstram algum receio, com os principais índices a cair esta 2ª feira na abertura das bolsas e com os investidores a procurarem ativos considerados seguros, como o ouro.
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