Depois de um início de ano marcado por alguma instabilidade geopolítica, os principais mercados norte-americanos seguem ainda com ganhos moderados em 2026. O Nasdaq acumula cerca de +1,1%, o S&P 500 +1,0% e o Dow Jones destaca-se com uma valorização próxima de +2,2%. Estes números refletem um arranque condicionado por tensões geopolíticas, incerteza sobre a política económica dos Estados Unidos e movimentos relevantes nas moedas, com o euro e o franco suíço a ganharem terreno face ao dólar, sinal de que muitos investidores continuam a procurar refúgio fora da moeda americana.
A próxima semana promete ser uma das mais intensas do ano para os mercados financeiros. Na quarta-feira, a Reserva Federal norte-americana reúne-se para decidir sobre as taxas de juro, sendo praticamente certo que irá mantê-las nos níveis atuais (no intervalo entre 3.5% – 3.75%). Mais do que a decisão em si, os investidores estarão atentos ao tom do banco central e a eventuais pistas sobre o futuro da política monetária, num momento em que também se discute quem poderá vir a suceder a Jerome Powell na liderança da instituição.
Em paralelo, entra em força a época de apresentação de resultados das grandes empresas, um período que costuma provocar movimentos significativos nas bolsas.
Na terça-feira, será a vez de UnitedHealth, LVMH e Boeing revelarem contas; na quarta-feira chegam números de empresas muito seguidas pelos investidores, como ASML, AT&T, MSCI, Lam Research e Starbucks, e após o fecho dos mercados apresentam resultados três das gigantes tecnológicas, Microsoft, Meta e Tesla. Quinta-feira será um dos dias mais intensos, com os resultados da Apple, da Visa, da Mastercard e da alemã SAP, enquanto na sexta-feira o foco estará nas gigantes da energia Exxon Mobil e Chevron e na American Express.
Já na semana seguinte chegam ainda os muito aguardados resultados da Alphabet e da Amazon, num calendário particularmente relevante para perceber a evolução do sector tecnológico e o impacto do investimento em Inteligência Artificial nos lucros das grandes empresas.
Esta semana irá reunir quase todos os ingredientes que costumam mexer com os mercados financeiros. Teremos decisões de política monetária, resultados empresariais de grande peso e um panorama geopolítico ainda marcado por incerteza. Os próximos dias serão importantes para perceber se a economia global mantém um rumo estável ou se a volatilidade continuará a dominar o início de 2026.
