
Os millennials estão a transformar a forma como se investe. Esta geração, composta por quem nasceu entre o início dos anos 80 e meados dos 90, está a alocar uma fatia crescente do seu património para ativos alternativos, como capital de risco (hedge funds), private equity ou fundos imobiliários. De acordo com dados da Goldman Sachs Asset Management, estes ativos já representam quase 20% das carteiras de investimento dos millennials, uma proporção muito superior à dos baby boomers (6%), nascidos entre 1946 e 1964, e da geração X (11%), nascida entre 1965 e 1980.
A explicação está no apetite desta geração por investimentos com oportunidades de crescimento superior, sobretudo nas áreas da tecnologia e da saúde, que têm sido motores de inovação nos mercados privados. Muitos millennials cresceram a acompanhar o surgimento das grandes empresas tecnológicas que hoje dominam os mercados, e agora querem participar no próximo ciclo de crescimento, investindo em empresas em fase inicial ou projetos disruptivos. Esta abordagem acarreta maior risco, mas também mais potencial de retorno.
Em contrapartida, os millennials têm menos exposição a ações cotadas em bolsa do que as gerações anteriores. Apenas 27% das suas carteiras estão investidas em ações, face a 43% na geração X e 48% nos baby boomers. A sucessão de crises, desde o colapso da bolha tecnológica de 2000, a crise financeira de 2008 e a crise da dívida soberana europeia, deixou marcas e tornou esta geração mais desconfiada dos mercados tradicionais.
Ainda assim, é necessário alertar que nem todos os investimentos alternativos são iguais e que o entusiasmo pode levar a escolhas arriscadas. O interesse crescente em ativos como criptomoedas, fundos de capital privado e startups é visto como sinal de uma geração mais curiosa e ousada, mas também mais vulnerável a modas e bolhas.
