Os Money Market Funds são instrumentos de investimento pensados para quem procura preservar capital e ter liquidez quase imediata. Na prática, aplicam o dinheiro em empréstimos de muito curto prazo ao Estado, a bancos e a grandes empresas, normalmente com prazos de semanas ou poucos meses. O objetivo não é maximizar a rentabilidade, mas sim oferecer uma alternativa às contas à ordem tradicionais, com um nível de risco reduzido e uma rentabilidade que acompanhe, de forma próxima, as taxas de juro de curto prazo definidas pelos bancos centrais.
Estes fundos funcionam como uma solução temporária para gerir liquidez, mantendo o capital disponível sem o expor às oscilações dos mercados. Podem fazer sentido para guardar poupanças que não se quer investir em ações ou obrigações de longo prazo, para manter liquidez enquanto se aguarda uma oportunidade de investimento melhor, ou para reservar capital que poderá ser usado no curto prazo, como a entrada para uma casa ou uma despesa pessoal. Ao contrário de uma conta à ordem, o dinheiro não está parado, este tende a acompanhar o nível geral das taxas de juro, algo que se tornou mais relevante nos últimos anos.
Ainda assim, é importante perceber que os Money Market Funds não são depósitos bancários. Não têm capital garantido por um fundo de garantia de depósitos e o seu valor pode oscilar ligeiramente, sobretudo em momentos de tensão nos mercados. Além disso, as comissões de gestão existem e, em ambientes de taxas de juro muito baixas, podem absorver grande parte da rentabilidade. Em Portugal, também é preciso ter em conta a fiscalidade, os ganhos estão sujeitos a imposto sobre mais-valias, tal como noutros investimentos financeiros.
Os Money Market Funds não substituem uma estratégia de investimento de longo prazo, mas podem desempenhar um papel específico numa carteira equilibrada. Sendo úteis para quem valoriza segurança, liquidez e previsibilidade, sobretudo em fases de maior incerteza ou quando não faz sentido assumir risco excessivo. Hoje, estes fundos estão acessíveis através de bancos e plataformas digitais (via ETFs), permitindo ao investidor aplicar e levantar o dinheiro com grande flexibilidade, sem a ansiedade de o ver totalmente exposto às oscilações dos mercados.
