Saber quando vender ações é uma das dúvidas mais frequentes entre investidores, tanto iniciantes como mais experientes. Enquanto o momento da compra costuma receber muita atenção, a decisão de venda é, muitas vezes, adiada ou tomada de forma emocional. No entanto, é precisamente neste ponto que muitos erros acontecem e onde se podem comprometer bons resultados.
Por isso, compreender em que situações faz sentido vender, quando manter uma posição e quando simplesmente não agir é essencial para investir com maior clareza, disciplina e alinhamento com os objetivos de longo prazo.
Vender uma ação é, para muitos investidores, uma das decisões mais difíceis do processo de investimento. Por um lado, há quem venda cedo demais. Por outro, há quem espere demasiado tempo. Além disso, muitos investidores acabam por não saber exatamente porque estão a vender.
A verdade é que o simples facto de o preço de uma ação subir ou descer não é, por si só, um bom motivo para tomar uma decisão. Por esse motivo, o foco deve estar sempre no racional do investimento, ou seja, no “porquê” da compra e da venda.
Quando o racional de investimento deixa de fazer sentido
Uma ação deve ser mantida enquanto o racional de investimento se mantém intacto. No entanto, se as razões que levaram à compra deixarem de existir, pode ser sensato considerar a venda.
Isso pode acontecer, por exemplo, quando a empresa perde quota de mercado, quando as receitas ou os lucros começam a diminuir de forma consistente ou quando a equipa de gestão dá sinais de decisões excessivamente arriscadas. Nestas situações, vender não é um erro. Pelo contrário, pode ser uma decisão prudente.
Razões pessoais também justificam vender
Por outro lado, existem razões pessoais que são perfeitamente válidas para vender ações. Se precisar de liquidez, seja para a entrada de uma casa, para um projeto de vida ou simplesmente para reduzir risco à medida que se aproxima da reforma, vender posições pode fazer todo o sentido.
Importa lembrar que investir não é apenas maximizar retornos. Antes de mais, é alinhar o dinheiro com a vida real e com os objetivos pessoais.
Rebalanceamento do portefólio
Outra situação comum prende-se com o rebalanceamento da carteira. Quando uma ação sobe muito, pode passar a representar um peso excessivo no portefólio.
Nesses casos, reduzir a posição pode ser uma boa forma de equilibrar a carteira, reduzir risco e evitar que um único ativo determine o desempenho global.
Vender para aproveitar melhores oportunidades
Além disso, pode fazer sentido vender uma ação quando surge uma oportunidade claramente melhor. Nem sempre existe liquidez disponível e, se aparecer um investimento com um perfil risco/retorno mais atrativo, reduzir outras posições pode ser a decisão certa.
Ainda assim, é importante evitar transformar esta abordagem num hábito constante. O excesso de trading, regra geral, não joga a favor dos pequenos investidores.
Quando não faz sentido vender ações
Por fim, também é essencial saber quando não vender. Nunca se deve vender apenas porque uma ação subiu. Empresas de qualidade, muitas vezes, continuam a valorizar ao longo do tempo.
Da mesma forma, uma queda no preço não é motivo suficiente, por si só, para vender, desde que os fundamentos do investimento se mantenham intactos. Da mesma maneira, vender apenas por razões fiscais deve ser evitado. A fiscalidade pode ajudar, mas nunca deve ser o principal critério.
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