A temporada de apresentação de resultados do segundo trimestre arrancou em força esta terça-feira, num dia particularmente intenso para os mercados. Cinco dos seis maiores bancos dos Estados Unidos, JPMorgan Chase, Bank of America, Wells Fargo, Goldman Sachs e Citigroup, apresentaram os seus resultados esta manhã, oferecendo uma primeira leitura sobre o estado da economia norte-americana.
Todos os cinco bancos superaram as estimativas dos analistas, sustentados sobretudo por duas das suas linhas de negócio mais rentáveis: as negociações em bolsa (trading) e as comissões associadas a fusões e aquisições.
A volatilidade gerada pelo conflito com o Irão aumentou a atividade de trading ao longo do trimestre (as receitas combinadas nesta área nos seis maiores bancos aproximaram-se dos 50 mil milhões de dólares no trimestre anterior), ao mesmo tempo que as IPOs, com destaque para a da SpaceX, aumentou as comissões neste segmento.
Jamie Dimon, CEO da JPMorgan, afirmou que todas as principais áreas do banco registaram receitas recorde no trimestre e indicou que a inteligência artificial já permitiu reduzir até 40% dos postos de trabalho em algumas funções.
No início da tarde de hoje, foram divulgados também os dados da inflação norte-americana referentes a junho, que surpreenderam pela positiva. O índice de preços no consumidor subiu 3,5% em termos homólogos, abaixo dos 3,8% previstos pelos economistas e a aliviar face aos 4,2% registados em maio.
Sendo que, em termos mensais, os preços recuaram 0,4%, a maior queda mensal desde abril de 2020, um movimento impulsionado sobretudo pela descida dos preços da energia. Já a inflação subjacente, que exclui as componentes mais voláteis da energia e dos alimentos, manteve-se estável, fixando a taxa homóloga nos 2,6%.
Os principais índices acionistas abriram a sessão de hoje em terreno positivo após a divulgação dos dados, enquanto as yields das obrigações do Tesouro norte-americano recuaram de forma acentuada. Ainda assim, os investidores continuam a antecipar uma subida das taxas de juro por parte da Reserva Federal em setembro, embora tenham reduzido a probabilidade atribuída a esse cenário para 63%, segundo a FedWatch.
